Enviado por Liana Melo - 23/3/2009- 17:04
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Foi através de uma denúncia anônima que o grupo de fiscalização rural da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Tocantins chegou à Fazenda Bacaba, onde encontrou 280 pessoas em trabalho análogo à escravidão. A propriedade, que fica a 230 km de Palmas, era usada para plantar pião-manso, utilizado na fabricação de biodiesel.
Segundo registrou a ONG Repórter Brasil, especializada em trabalho escravo, os trabalhadores eram obrigados a pagar pelas botinas, facões, luvas e até a água de beber. O valor das compras era descontado diretamente dos salários que, por conta da prática criminosa, não chegavam nem a um salário mínimo (R$ 465).
A empresa envolvida na denúncia é a Saudibras Agropecuária e Empreendimentos e Representações Ltda. Os funcionários libertados eram moradores de Caseara e Marianopólis (TO) e eram transportados por um ônibus sem licença regular. A vistoria ocorreu na última sexta.
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